sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Entrevista com Warfire









Hoje temos uma entrevista com uma das bandas promissoras do metal nacional que com pouco mais de 1 ano já esta entrando com os dois pés no peito e buscando o seu espaço no underground. Warfire banda da minha cidade Tatuí-Sp de Heavy Metal,  nessa entrevista eles falam sobre a banda, a proposta deles para o futuro da banda e quem sabe tornar realidade o sonho hoje em dia de todas as bandas independentes que é ir tocar no Wacken. Confiram!!



1 - Primeiramente obrigado pela entrevista e gostaria que vocês fizessem uma breve apresentação da banda, para o público headbanger poder conhecer mais a banda.
Somos a banda de heavy metal Warfire de Tatuí, interior de São Paulo, formada por Cerbo (bateria), Paul (baixo), Andrews e Gamba (guitarras) e Loiz (Vocais). A banda iniciou suas atividades em Março de 2010 e atualmente está lançando seu primeiro cd demo intitulado “It’s Time to War” que conta com 3 faixas: Bang Your Head, B.T.K. e Teutonic Pride.


2 - Como surgiu a idéia de montar a banda?
Loiz:  Bom, Andrews e eu sempre tivemos um projeto, somos amigos de infância, e desde os 13 ou 14 anos, tínhamos um projeto nosso (tínhamos um projeto antes de sabermos tocar, hehehe), há cerca de 2 anos, começamos um outro projeto  – que não deu certo – mas isso nos colocou “no circuito”. Um belo dia o Gamba entrou em contato comigo, perguntando qual era nossa situação, porque eles (Paul, Cerbo e o próprio Gamba) estavam tendo alguns problemas na banda deles... Trocamos umas idéias, combinamos algumas músicas e na mesma semana fizemos um ensaio... Apesar das idéias não terem batido de primeira, as músicas rolaram até que bem, decidimos fazer mais alguns ensaios, até que tomou forma de banda mesmo.


3 - Pelo pouco tempo de banda, vocês já participaram de alguns festivais e gravaram o primeiro EP no renomado estúdio Mr. Som do Heros e Pompeu ambos da banda Korzus. Vocês poderiam afirmar que as coisas estão indo rápidas para a Warfire?
Loiz: Sim e não, acho que as coisas estão dando certo porque nós corremos atrás, acho que estão indo mais rápido que o normal pra uma banda com 1 ano de história, mas sempre dá pra melhorar.


4 - Como foi o processo de composição das músicas?                                             
Loiz: No Caso da Bang Your Head, a composição foi toda do Gamba, ele já havia feito há algum tempo, faltava só uma banda com vontade de tocá-la! A B.T.K. e a Teutonic Pride, foram fruto de uma parceria minha e do Andrews, nesses dois casos ele trouxe os riffs, eu escrevi as linhas vocais e letras, e levamos pra banda ajustar. Claro que existem mais musicas, que não estarão no EP, mas que com certeza vão vir no álbum completo, mas de forma geral segue-se esse padrão.


5 - Recentemente foi liberada a primeira música de vocês chamada Bang Your Head e soa o mais puro Heavy Metal Tradicional lembrando a época da NWOBHM com forte influencia de Judas Priest. Gostaria de saber as suas influências e como foi à reação do público ao escutar esse primeiro petardo?
Loiz: Bom, eu não acho que soe tão tradicional heheheh, acho que soa mais pra um Heavy/Thrash, que pra um Heavy metal purista... Agradeço a comparação com o Judas Priest, que é uma grande influencia de todos nós, mas acredito que a banda não tenha uma influencia específica, é mais um Mix de tudo que todos escutamos, é claro que somos muito influenciados por bandas da NWOBHM, mas não só por elas... Quanto à reação do público, esta realmente nos surpreendendo, não esperávamos isso tudo.


6 - Como foi trabalhar com Pompeu e Heros? Muitos Puxões de orelha? (risos)
Loiz: Alguns, hehehe, entretanto, já sabíamos que iriam ocorrer, escolhemos gravar num dos melhores estúdios do País, com caras que tem de carreira o que eu tenho de idade, justamente pra aprender tudo que fosse possível. Saímos músicos melhores do estúdio, disso não tenho duvida.



7 - A ideia é gravar o Debut também no Mr. Som ou de momento estão pensando em apenas divulgar as 3 músicas do Ep, para mostrar que a Warfire veio para ficar?
Loiz: As duas coisas... Temos idéia de gravar o debut lá mesmo, no ano que vem. E sim, já gravamos num estúdio de peso, com esse intuito, a Warfire esta ai e vai ficar por muito tempo.


8 - Qual o espaço da Warfire na cena metálica nacional?
Loiz: Acho meio prematuro pra falar, é uma banda muito nova, com apenas 1 ano de estrada, e apenas três músicas gravadas, e colocaria a Warfire como uma banda emergente, que esta bem longe do seu limite.


9 - Um dos projetos futuros da Warfire é participar da seletiva para o Wacken, o Metal Battle?
Loiz: Não sei se já estamos preparados... Mas estamos trabalhando duro, semana a semana pra isso. Se nos inscrevermos, e viermos realmente a participar do Metal Battle, gostaríamos de ter chances reais de “trazer o caneco pra casa” participar por participar, não é legal. Mas sim, é um dos projetos futuros da banda.


10 - Na sua opinião, é difícil viver só de banda aqui no Brasil?
Loiz: Não é difícil, é impossível. Você tem bandas como Korzus, Angra, entre outras e nenhuma se dedica TOTALMENTE a tocar com a banda, todos os músicos tem projetos paralelos, além de vídeo-aula, workshops, estúdios e etc. É possível viver só de música, mas impossível viver só da banda.


11 - Como esta sendo os shows da Warfire, como nos festivais em São Paulo e Piedade que vocês foram tocar, a reação do público correspondeu as expectativas de vocês?
Loiz: A perspectiva de tocar na capital é diferente, os ambientes estão acostumados a receber bandas internacionais, com anos e anos de história, nós sempre soubemos disso, entretanto, a reação do público foi muito boa, aliás, vem sendo em todos os lugares que tocamos e somos muito gratos ao público que dispõe do seu tempo pra nos assistir.


12 - Quais os temas abordados nas músicas da Warfire?
Loiz: Depende muito de quem escreve as letras, diferentemente de algumas bandas, onde só o vocal escreve as letras, nós revezamos isso... Claro que eu tenho liberdade pra mudar algo, se achar melhor, mas de certa forma é bem positivo pra que não fiquemos bitolados. Os estilos de composição são bem distintos, o Gamba é mais tradicional, gosta de escrever sobre temas bem conhecidos da galera, eu procuro escrever sobre coisas que vivo no dia-dia, ou sobre historia e Militaria que tenho como Hobby há muitos anos, o Andrews segue uma linha parecida, portanto não seguimos nenhum preceito, só escrevemos o que temos vontade naquele momento.


13 - Como vocês avaliam a cena do Metal Tatuiano?
Loiz: Depois do início do metal strike, as coisas melhoraram bastante, era impensável a 4 anos atrás, que houvessem perspectivas de trazer gigantes do metal nacional pra cidade, hoje em dia é mais palpável. Gostaria que as demais bandas estivessem mais ativas, ajudaria a cena a crescer, e indiretamente nos ajudaria também, visto que todas as vezes que visitamos outras cidades, levamos o nome de Tatuí conosco, se outras bandas fizessem o mesmo, seria bem legal pra todos.


14 - Qual a maior dificuldade de fazer Heavy Metal aqui no Brasil?
Loiz: O estilo é marginalizado, e a coisa toda é manipulada... O Brasil é um pais colonizado, a sua cultura depende e sempre dependeu de influências de terceiros. Normalmente se diz que Metal é coisa de Inglês, americano e etc, mas o que o governo e a grande mídia apóiam como estilos genuinamente brasileiros foram trazidos e moldados por imigrantes, sobretudo a herança cultural Africana. Acho hipócrita segregar Heavy metal por ser algo de “gringo” e criar ONG de apoio a Rappers e Pagodeiros. Acho que talvez tenha haver com postura política, outros gêneros musicais são apolíticos, heavy metal é extremamente politizado, por isso o Headbanger incomoda tanto.


15 - Pensando alto, como vocês imaginam a Warfire daqui 10 anos?
Loiz: Sei lá, hehehehhe


16 - Vocês estão procurando alguma parceria para o lançamento do Ep e de um futuro CD ou vão deixar as coisas fluírem naturalmente?
Loiz: Pro EP não, o EP será independente, já estamos bem encaminhados em relação a isso. Num futuro CD, aceitaríamos conversar com pessoas que se interessassem em serem parceiras da Warfire, entretanto se não houver, gravaremos assim mesmo. Confiamos plenamente no caminho que estamos seguindo.


17 - A produção da música Bang Your Head esta fantástica, ficou um som potente, limpo, Pesado, matador sem perder nada para as bandas gringas. Hoje em dia a qualidade de gravação e material pode contar pontos a favor de um futuro promissor?
Loiz: Com toda certeza, é aquela coisa... Se nem você investe na sua música, quem vai investir?


18 - Obrigado pela entrevista e esse espaço é de vocês poderem falar sobre o futuro da banda, mandar uma mensagem para os fãs e os futuros fãs que a banda vai conquistar merecidamente com o tempo.
Loiz: Obrigado pelo espaço, obrigado a todos que nos apóiam. E é isso ai!




Site: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=18324380923429746801


Contato: warfire_oficial@hotmail.com


Facebook: http://facebook.com/warfire.tatui.brazil

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Entrevista com Bywar


Enrico Ozio (drums), Helio Patrizzi (bass), Adriano Perfetto (guitar and vocal) and Renan Roveran (guitar)


























Para começar o blog Heavy Metal Interviews nada melhor que uma das mais respeitadas bandas de Thrash Metal do Brasil, estamos falando do Bywar. Banda que vem mantendo a chama dos anos 80 até hoje com 3 álbuns lançados e o quarto esta acabando de sair do forno. Entrevistei o Guitarrista e meu amigo particular Renan Roveran e ele fala sobre a trajetória da banda, shows, vida pessoal e claro do CD novo intitulado Abduction. Confiram e espero que gostem.


HMI - Obrigado Renan por fazer essa entrevista online e durante o seu horário de serviço (risos). Abduction vai ser o 4º álbum da carreira do Bywar, chegou a hora de conquistar o Brasil e mostrar que o Thrash Metal esta cada vez mais forte?
Renan Roveran: O Brasil possui algumas das melhores bandas de Thrash Metal da atualidade. Temos orgulho de fazer parte do grupo de bandas que representa nosso país, mostrando que apesar de ser totalmente contra a cultura musical do Brasil e não fazendo um estilo de música comercialmente visado, ainda assim temos headbangers seguidores fiéis às bandas que temos aqui. Enquanto isso existir, continuaremos tocando,gravando e lutando. 


O Bywar teve em Heretic Signs a participação especial de Frank Godszik (ex Kreator, Sodom). No novo álbum Abduction terá alguma participação especial?
Renan Roveran: Estas participações são sempre legais. No caso do solo do Frank na música At Trance with Metal do Heretic Signs, foi, além de uma participação muito legal, uma honra para o Bywar. Ele certamente é um ícone do Thrash Metal europeu e para nós do Bywar isso significa muito.
Tivemos também a honra de contar com a participação de Sataniac em nossa homenagem prestada ao grande Desaster.
Mas apesar de ser muito legal este tipo de coisa, geralmente costumam ocorrer de forma imprevista, o que torna uma surpresa, sempre agradável. Para o Abduction tivemos a participação de alguns amigos (Marcos Cerutti e Wolf War Master) e o próprio Brendan em alguns backings. Se tiver que ocorrer será como disse acima, de forma inesperada.


Quais são as expectativas para o novo álbum Abduction que será lançado esse ano pela Mutilation Records?
Renan Roveran: Em termos de sonoridade nada diferente do que sempre fizemos. A sonoridade é Bywar. Claro que há amadurecimento de um disco para o outro. As músicas possuem bastante melodia aliada ao nosso som direto. A fórmula de sempre, de modo, acredito, ainda mais coeso no que diz respeito à banda como um todo.


Como esta sendo o trabalho feito pela Mutilation Records?
Renan Roveran: É bem legal trabalhar com o Tulula e a Mutilation.
Será nosso primeiro trabalho com lançamento exclusivo com a Mutilation, porém já tivemos o lançamento do split Thrashing War com o Witchburner, lançado por este selo.
É simples: Expomos como desejamos trabalhar e ouvimos a contra-parte.

Chegamos a um consenso e firmamos os pontos. Nada imposto e sem flexibilidade.

É assim que desejamos trabalhar e por isso fechamos com a Mutilation.



Como foi o processo de composição das músicas do Abduction? Qual parte você gosta mais de fazer as letras ou os riffs?
Renan Roveran: Basicamente trabalhamos da mesma forma como ocorreu no Twelve Devil´s Graveyards, porém com algumas características um pouco diferentes.
Geralmente a parte musical parte de mim ou do Adriano, até pela facilidade em compormos a partir da guitarra. Apresentamos a estrutura da música um ao outro e depois ao Enrico e Hélio, para que alguns arranjos sejam revisados, se necessário.
Porém em alguns sons trabalhamos de forma diferente. Houve músicas as quais eu compus a letra e mandei para o Adriano que criou a melodia a partir da letra e então fechamos o som posteriormente. Houve também casos em que no ensaio, nós quatro reunidos fomos formulando a estrutura da música, pouco a pouco, até terminarmos a música os quatro juntos.
Neste disco haverá uma música também a qual sua composição inteira foi concebida pelo Enrico, assim como a letra.
Eu gosto de compor tanto a parte musical quanto a lírica, mas ainda acho mais emocionante criar os riffs, afinal de contas sou guitarrista.


O álbum Abduction esta prestes a ser lançado, desde o inicio da criação das músicas novas, dos ensaios, das horas em estúdio, como você avalia todo esse processo?
Renan Roveran: É cansativo, estressante, demorado, trabalhoso, porém excelente. Acho que é combustível para nossas vidas.
Acompanhar tudo desde o zero até o momento de seu lançamento.
Participar e criar todo esse processo.
Não me imagino sem isso mais.


Pudemos ouvir um trecho de uma música nova no teaser que o Bywar liberou. Pude notar que manteve aquela pegada tradicional do Bywar e com uma qualidade de gravação muito boa. Na sua opinião esse vai ser o melhor álbum do Bywar?
Renan Roveran: Certamente, sim.


Qual a data prevista para o lançamento de Abduction?
Renan Roveran: Entre Setembro e Outubro deste ano.


Após o lançamento de Abduction, existe alguma possibilidade de ser lançado fora do Brasil também? E como são os contatos de fãs do Bywar de outros países?
Renan Roveran: Acredito que posterior ao lançamento no Brasil, pensaremos em algo do tipo sim, cara.
Temos, felizmente, bastante contato com bangers que apreciam nosso som lá fora. Principalmente Europa.
É gratificante este tipo de feedback.


Após o lançamento de Abduction vocês pretendem fazer uma turnê pelo Brasil?
Renan Roveran: Não há planos para este tipo de turnê, por enquanto. Buscaremos tocar em todas as regiões do país com certeza, mas ainda não temos nada programado em termos de turnê. Não ainda.
Mas muito provavelmente rolará uma “tour” européia ano que vem, durante o verão do hemisfério norte.


Existe alguma possibilidade de um lançamento em Dvd do Bywar? Já que o Bywar tem muitos fãs pelo Brasil e seria um material inédito para a banda e um super presente para os fãs.
Renan Roveran: Temos o desejo de promover um DVD para o Abdcution.
Ainda temos que buscar acordar algo com a gravadora e tudo o mais, mas isso ficará para após o lançamento.


No começo do ano passado, o Bywar fez um show em Fortaleza/CE. Como foi a reação dos fãs do nordeste em relação ao show?
Renan Roveran: Foi nossa primeira apresentação no Nordeste.
Depois de anos de muita expectativa de nossa parte, conseguimos chegar até lá (risos).
A galera de lá é excepcional. Headbangers enfurecidos e sedentos por Thrash Metal.
Créditos também para os organizadores Gino e Emydio.Trabalho profissional demais e muito respeito.Felizmente voltamos ao Nordeste do país em Setembro do mesmo ano para um show em Campina Grande e outro em Natal. Foi Excelente.


Sabemos que o Bywar fala sobre guerra, metal, ufologia e paranormalidade. Existe alguma possibilidade de compor uma musica como tema Mitologia Nórdica?
Renan Roveran: Há um som chamado Ragnarök em homenagem à mitologia nórdica. O Hélio e eu gostamos muito de ler sobre este tipo de mitologia.


Estamos vendo o ressurgimento dos discos de vinil e muitas bandas estão relançando seu catálogo neste formato. Abduciton poderá sair também em vinil?
Renan Roveran: O nosso terceiro trabalho “Twelve Devil´s Graveyards” foi lançado no formato LP na Alemanha. Existe sim a possibilidade de lançarmos todos nossos trabalhos neste formato.



Várias bandas tem canções em português como o Azul Limão, Vulture, Selvageria, Claustrofobia entre outras. O Bywar nunca se interessou em fazer músicas cantadas em português?
Renan Roveran: Nunca pensamos em compor algo em português.


Como você vê a cena nacional e internacional do Thrash Metal hoje em dia como o Violator, Selvageria, Municipal Waste, Warbringer, entre outras? Acha que o Bywar influenciou algumas bandas também?
Renan Roveran: Thrash Metal é uma das vertentes do Heavy Metal e com certeza é o estilo que mais aprecio dentro deste universo. É sempre excelente saber que existem bandas que seguem este estilo, saber que existem headbangers que irão acompanhar os shows destas bandas, que haverá selos que darão atenção a estas bandas, etc.
Sempre fui a favor do surgimento de novas bandas, algumas delas vi nascer, infelizmente algumas acabam e outras seguem cada vez mais fortes, como o próprio Violator que citou.
Me orgulho deles por serem músicos excepcionais, pessoas maravilhosas e amigos.
Quanto a achar que o Bywar pode ter sido direta ou indiretamente banda influenciadora do Thrash Metal no Brasil, posso dizer que foi para mim.
Foi a primeira banda que vi fazer o Thrash Metal com uma sonoridade que remetia ao Old School em São Paulo, quando ainda era um seguidor da banda.
Claro que isso é uma honra para o Bywar e honra maior ainda é estar entre excelentes bandas do estilo no país.


Começo de carreira é algo complicado, e geralmente traz situações embaraçosas. Você se lembra, neste sentido, de algum fato marcante no seu ínico no Bywar?
Renan Roveran: Minha primeira apresentação com a banda foi em Apiaí/SP. Subi ao palco para fazer uma participação durante a apresentação da banda que tocou antes de nós. Após cantar a música pulei do palco (Stage Dive), mas ninguém me segurou. Eu cai no chão e quebrei o pé direito. Tive que fazer minha primeira apresentação com o pé quebrado sem poder encostá-lo no chão (rs...rs...rs...)


Renan, o que você tem ouvido ultimamente?

Renan Roveran: Nunca me prendi a ouvir somente um estilo de música. Claro que me limito ao mundo do Rock. Felizmente tenho uma grande quantidade de CD´s, LP´s e K7´s.
Ouço música sempre que possível e isso ocorre diariamente. Seja no caminho ao trabalho, no trabalho, em casa, quando vou dormir.
Meu gosto vai desde as clássicas bandas dos anos 70 as quais sempre foram minhas maiores influências o que é uma herança de minha família, até as poderosas bandas de Death Metal que tanto gosto.
Eu sempre busco escolher alguns CDs da minha coleção para ouvir durante um período.
Faço isso sempre.
Nos últimos tempos andei ouvindo bastante os últimos lançamentos que me agradaram muito, como o último do Fear Factory, do Accept, Deicide, Hypocrisy, Artillery, Overkill, dentre outros lançamentos recentes dos quais gostei muito.
Ouço Black Sabbath todos os dias de forma religiosa e ando ouvindo bastante minha coleção do Metal Church e Witchfinder General.


E na sua opinião qual é o melhor albúm do Black Sabbath?

Renan Roveran: Na minha opinião, Sabbath Bloody Sabbath. Melhor e mais importante álbum na minha vida musical.


Renan, os fãs quererm saber a sua opinião sobre as bandas de Thrash Metal que influenciaram. Por favor um breve comentário sobre algumas bandas (Metallica, Megadeth, Testament, Exodus, Kreator, Sodom, Destruction, Whiplash, Slayer):

Renan Roveran: Não me sinto muito confortável com o termo “Fã”, prefiro seguidores do Bywar, mas vamos comentar as bandas que citou:


Metallica: Uma de minhas maiores influências. Banda que marcou minha infância e adolescência. Um ícone.

Megadeth: Lição de genialidade. Quem nunca quis compor como Dave Mustaine?

Testament: Uma das bandas que mais gosto dentre tudo o que ouço. The New Order está no meu “top 10”.

Exodus: Maior dupla de guitarristas do Thrash Metal. Gary Holtz e Rick Hunolt. Gosto também do material mais recente.

Kreator: Meu primeiro CD (não LP) de Thrash foi o Terrible Certainty. Uma banda que faz parte da minha história com o Thrash Metal.

Sodom: Na primeira apresentação que fiz ao vivo com uma banda na minha vida, toquei um cover de Sodom. Curto muito Sodom.

Destruction: Está ao lado do Testament dentre as bandas que mais gosto. Grande influência sempre.

Whiplash: Uma daquelas bandas que torna o mundo um lugar melhor para se viver após ouvir sua música pela primeira vez (rs...rs...rs).

Slayer: Preciso mesmo falar do Slayer? Se me perguntarem qual é a banda com o som mais pesado do mundo, dentre tudo o que existe direi: Black Sabbath. Mas se me perguntarem qual é a banda mais agressiva do mundo dentre todas as outras, direi que é o Slayer. Reign in Blood também está no meu “top 10”.


O Bywar esta prestes a completar 15 anos de carreia. Após esses anos, o que o Bywar significa para você?
Renan Roveran: Eu não faço parte da banda desde o início da sua existência, na verdade estou no Bywar metade deste tempo, porém isso não diminui em momento algum o meu sentimento pela banda. O Enrico e eu costumamos dizer que tratamos a banda como se fosse alguém, muito mais do que algo do que fazemos parte. Sabemos que cada um tem sua importância individualmente para a banda, mas parece ser algo maior que isso.
O Bywar é parte de nossas vidas e uma parte muito importante. Não passo um dia sem pensar no Bywar, sem ansiar por ensaios, shows, gravações, e todas as coisas relacionadas à banda.
Este período que estamos passando aguardo pelo lançamento do novo disco, é bastante angustiante por nossa ansiedade e tudo o que passamos em sua pré-produção é muito legal e bastante empolgante.
Pensar em como deveria ser a capa, quem faria a arte gráfica, tudo em que trabalhamos para os detalhes técnicos da gravação, os prazos que mudam, onde tocaremos para divulgar o disco.
É bem legal viver isso. O Bywar tem sua história nestes mais de quinze anos de existência, e com certeza faz parte da história da vida de cada um de nós.


Além de todo o trabalho com o Bywar, o que vocês costumam fazer na vida fora da música?
Renan Roveran: Todos temos uma vida profissional extra-Bywar.
O Enrico é Gerente da área comercial de uma multi-nacional, o Hélio é professor de Fotografia em uma Faculdade, o Adriano trabalha em uma Fábrica de Equipamentos para Gerador de Energia Eólica e eu Coordeno uma equipe de Planejamento de Manutenção Aeronáutica em uma empresa de linhas aéreas, área com a qual trabalho há 13 anos.


O você acha de um Big 4 Thrash Metal formado por: Sepultura, Korzus, Violator e Bywar? Thrash da velha e da nova geração? Acha possível acontecer isso algum dia?
Renan Roveran: Adoraria dividir palco em um único evento com essas bandas, mas consideraria presunção demais chamar de “Big 4”.
Temos mais de 4 grandes bandas em nosso underground.
Não gosto do termo.


Quais são as expectativas do Bywar para esse final de ano e começo de 2012?
Renan Roveran: Fazer barulho pra cacete! (risos)


Obrigado Renan pela excelente entrevista, estamos todos esperando mais um clássico do Bywar e do Thrash metal. Por Favor deixe um recado para os fãs do Bywar.
Renan Roveran: Eu que agradeço a ti Wagner, meu amigo de longa data,  pela dedicação de sempre ao Underground nacional e a todos os headbangers que valorizam a cena.
Um grande abraço a todos.
Nos vemos pelos rolés de som, sempre.
Drink till the last drop but always keep your glasses full!!”





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